domingo, 30 de agosto de 2009

Prece para acalmar o coração.


Que o coração enfurecido do meu Senhor se aplaque.
Que o Deus, não sei qual, se aplaque.
Que a Deusa, não sei qual, se aplaque.
Que o Deus, qualquer que seja ele, se aplaque.
Que o coração de meu Deus, se aplaque;
Que o coração da Deusa, se aplaque;
Que o Deus e a Deusa se aplaquem;
Que o Deus que se afastou de mim encolerizado, se aplaque.
Que a Deus que se afastou de mim encolerizada, se aplaque;

A falta que cometi, não a conheço.
Comi pão feito de lágrimas e prantos, bebi a água.
Infringi, sem o saber, a proibição do meu Deus.
Fiz sem o saber, o que minha Deusa detesta.

Meu Senhor,
Numerosas são minhas faltas, grandes minhas infrações;
Meu Deus:
Numerosas são minhas faltas, grandes as minhas infrações;
Minha Deusa:
Numerosas são minhas faltas, grandes minhas infrações.
Ó Deus, quem quer que sejais:
Numerosas são minhas faltas, grandes minhas infrações;
Ó Deusa quem quer que sejais:
Numerosas são minhas faltas, grandes minhas infrações;
A falta que cometi, eu não a conheço;
A infração que cometi, eu não a conheço;
A proibição que violei, eu não a conheço;
A coisa detestável que pratiquei, eu não a conheço.

O Senhor, em seu coração enfurecido, olhou para mim com maldade.
O Deus, em seu coração encolerizado, fez com que eu fosse atingido.
A Deusa encolerizada afastou-se de mim e me tornou enferma;
Um Deus, sem que eu saiba qual, me queima;
Uma Deusa sem que eu saiba qual, colocou em mim o tormento.

Procuro sem cessar, e ninguém, me toma pela mão.
Chorei, e ninguém se aproximou de mim;
Lamento-me, e ninguém me ouve.
Estou atormentada, estou cega, não vejo mais.

Meu Deus misericordioso, volta-te para mim eu te imploro;
Minha Deusa eu beijo teus pés.
E me arrasto sem cessar diante de ti.
Ó Deus, quem quer que sejas, volta-te para mim eu te imploro;
Meu Senhor, volta-te para mim eu te imploro.
Deusa, dirige o teu olhar para mim, eu te imploro!
Deus, quem quer que sejas, dirige teu olhar para mim, eu te imploro!
Deusa, quem quer que sejas, dirige o teu olhar para mim, eu te imploro!

Quando se aplacará ó meu Deus, teu coração encolerizado?
Quando se aplacará, ó minha Deusa teu coração hostil?
Ó Deus, quem quer que sejais, quando se placará teu coração encolerizado?
Ó Deusa, quem quer que sejas, quando se aplacará teu coração hostil?

Os homens são estúpidos e não sabem nada;
Pois mais numerosas que sejam, que sabem eles?
Ajam mal, ajam bem, nada sabem.

Meu Senhor, não rejeiteis teu servo;
Ele jaz na lama, toma-o pela mão.
O mal que fiz, transforma-o em bem.
A falta que cometi, que o vento a leve.
Meus erros são muitos; Como uma veste tira-os de mim.
Meu Deus, minhas faltas são sete vezes sete.
Absolve-me de minhas faltas.
Minha Deusa, minhas faltas são sete vezes sete.
Absolve-me de minhas faltas.
Absolve-me de minhas faltas para que eu cante teus louvores.

Que o teu coração,
como o coração de uma mãe carnal,
de um par carnal,
que ele se aplaque.
Prece babilônica anterior a 1600a.c.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Pinturas 2009

"Não é o diploma médico, mas
a qualidade humana,
o decisivo".
Jung


Atelier








TÍTULO: Primeiro de Agosto
TEMA: Aniversário
IMAGEM: Abstrata
DESCRIÇÃO: Cores fortes, movimento e vitalidade.
ANO: 2009


















TÍTULO: Gratidão
TEMA: Mandala
IMAGEM: Urso alfa
DESCRIÇÃO: O poder do animal irradia sua luz.
ANO: 2009















TÍTULO: Cura do coração
TEMA: Mandala
IMAGEM: Guirlanda de corações
DESCRIÇÃO: Amor irradia e cura os que a ele se unem.
ANO: 2009

















TÍTULO: Universo
TEMA: Tudo no universo se relaciona com a luz
IMAGEM: Abstrata
DESCRIÇÃO: Cores em relevo
ANO: 2009













"A arte não é um espelho para refletir o mundo, mas um martelo para forjá-lo".
Maiakóvski








Atelier

Artesanato: caixas

"Sua visão só ficará clara quando você olhar em seu coração.
Quem olha fora, sonha. Quem olha dentro, desperta".
Carl Gustav Jung

Arte em objetos de mdf trabalhadas com gliter, decapagem, conchas e pinturas.
Protegidas por verniz.
Pintura e fotografias produzidas por Mayra Lopes.



IMAGEM

Fora da caixa
Motivo - coração floral
trabalhado em gliter
pintura mesclada
cor laranja


















IMAGEM

Dentro da caixa
Motivo - coração floral
trabalhado em gliter
pintura mesclada
cor laranja













IMAGEM

Fora da caixa
Motivo - mandala
trabalhado em gliter
pintura mesclada
cor violeta











IMAGEM

Dentro da caixa
Motivo - mandala
trabalhado em gliter
pintura mesclada
cor violeta










IMAGEM

Dentro da caixa
Motivo - floral
trabalhado em gliter
pintura mesclada
cor marrom














IMAGEM

Fora da caixa
Motivo - floral
trabalhado em gliter
pintura mesclada
cor marrom
















IMAGEM

Fora da caixa
Motivo - divindade
trabalhado em conchas e decapagem
pintura mesclada
cor azul










IMAGEM

Dentro da caixa
Motivo - divindade
trabalhado em conchas e decapagem
pintura mesclada
cor laranja e rosa
















IMAGEM

Fora da caixa
Motivo - jardim
trabalhado em tinta e gliter
pintura contornada
cor verde














IMAGEM

Dentro da caixa
Motivo - jardim
trabalhado em tinta e gliter
pintura mesclada
cor verde
















IMAGEM

Fora da caixa
Motivo - abstrato
trabalhado em conchas
pintura homogênea
cor rosa













IMAGEM

Dentro da caixa
Motivo - abstrato
trabalhado em conchas
pintura homogênea
cor rosa

















IMAGEM

Fora da caixa
Motivo - hebraico
trabalhado em tinta
pintura mesclada
cor verde









IMAGEM

Dentro da caixa
Motivo - hebraico
trabalhado em tinta
pintura mesclada
cor verde

Artesanato: porta lápis

"Onde reina o amor, não há vontade de poder, e
onde domina o poder, falta o amor.
Um é a sombra do outro."
Carl Gustav Jung


Arte em objetos de mdf trabalhadas com gliter e decapagem.

Protegidas por verniz.
Pintura e fotografias produzidas por Mayra Lopes.





IMAGEM

Porta lápis
Motivo - abstrato
trabalhado em gliter








IMAGEM

Porta lápis
Técnica - decapagem
Motivo - Salmo 118
Idioma - hebraico






1
IMAGENS

Porta lápis
Motivos:
1- mesclado
cor marrom
2- brilho com glíter
cor lilás

2



IMAGEM
Po
rta incenso
Gaveta inferior - para armazenar incenso
Gaveta superior - local de queima

Pintura - mesclada






IMAGEM

Porta lápis
Técnica - decapagem
Motivo - Salmo 118
Idioma - hebraico
Pintura - mesclada com glíter











IMAGEM

Porta lápis
Motivo - Floral
Técnica - pintura mesclada com glíter

Artesanato: porta celular

"Tudo depende de como olhamos as coisas,
e não de como elas são em si mesmas".
Carl Gustav Jung

Arte em objetos de mdf trabalhadas com gliter e conchas.
Protegidas por verniz.

Pintura e fotografias produzidas por Mayra Lopes.





IMAGEM

Caixa com tampa
Motivo - coração

Porta celular
trabalhado em gliter








IMAGEM

Porta celular
trabalhado em gliter

Porta celular
mesclado em branco




Porta Celular




IMAGEM

Porta celular
trabalhado com conchas
Cor: verde








IMAGEM


Porta celular
trabalhado com conchas
Cor: lilás

Resumo: "Saúde da Familia: Modelos Internacionais e a Estratégia Brasileira"

"Da minha aldeia vejo quando da terra se pode ver no Universo....
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo"
Fernando Pessoa

CANESQUI, A M.

Saúde da Família: Modelos Internacionais e a Estratégia Brasileira.

Seminário Internacional de Experiências em Saúde da Família.

Ministério da Saúde. Brasília.2000.


Efetuando uma retrospectiva pela história da saúde pública sob o prisma da saúde de família há de se considerar que a medicina familiar vem sofrendo reformas parciais no modelo do PSF desde a década de noventa. Não podendo ser reduzida a sua aplicação no Brasil como reprodução dos modelos internacionais precursores, apesar de o mesmo se basear em descentralização, reestruturação do modelo, perfil generalista o que o aproxima dos demais modelos.

A epidemiologia propicia a promoção e planejamento por intermédio de indicadores selecionados.

A reforma propõe uma mudança na formação médica, que vem ocorrendo desde 1950 com movimentos propostos contra o setor terciário de atendimento que se baseia em excessiva técnica. A reforma poderia ser efetuada por via da medicina íntegra, preventiva ou de família.

A via que vigorou foi a da medicina comunitária, que é propicia por considerar o contexto biopsicossocial, com foco multidisciplinar voltado para a história natural da doença e ainda a relação: pessoa/ família/ comunidade.

A extensão da atenção primária sistematizada na Conferência de Alma-Ata em 1978 propõe uma medicina simplificada com atendimento em ambulatório e programas de agente comunitário; Transformando a medicina de família em porta de entrada no sistema de saúde.

Sendo assim, o “Modelo Inglês” personificado no SNS (Serviço Nacional de Saúde), após o Welfare States no pós-guerra, busca assegurar a força de trabalho e quebrar o ciclo da pobreza e da miséria objetivando educação para a população pobre, pensão para idosos e proteção para crianças.

Mudanças significativas ocorreram nos anos respectivamente: 1911 com o controle da jornada de trabalho proporcionando folga semanal e seguro saúde; Em 1948 legislando uma saúde redistributiva, universal e gratuita. A unificação saúde com seguro social só ocorrerá em 1974.

O governo Margareth, conservador, foi outro marco. Mas apesar do anúncio, o retrocesso não ocorreu. A partir da década de 90 surgiram mecanismos competidores para hospitais e clínicas.

Quanto à universalidade do financiamento, cita-se: “Os ingleses se sentem orgulhosos de não terem que viver com medo das contas médicas a pagar”. - Portilo

O “Modelo Canadense” sempre foi avaliado com alto grau de satisfação dos usuários, possuindo descentralização, universalidade, integralidade e acesso. Com presença de atendimento hospitalar fornecido a toda a população.

O médico em tal modelo apresenta aproximação da família, pois desde a década de 70 existe a residência específica.

O “Modelo Espanhol” teve sua descentralização em 1978. Já a reforma sanitária espanhola se deu em 1984.

Engloba: integração, universalização, descentralização, regionalismo, financiamento público, gratuidade, escolha do médico de família; Com a atenção primária contando com número variável de profissionais desde médicos até especialistas em saúde comunitária. Com equipe completa constando de odontólogos, psicólogos, enfermeiras de saúde mental.

Resultou em diminuição do secundário e terciário, com a residência sendo conferida pelo Ministério da Saúde.

Na Espanha a crise neoliberal debate sobra a contra-reforma sanitária culminando em avanços e retrocessos.

O “Modelo Cubando” possui sistema único a partir do ano de 1959 (Revolução Socialista). Anteriormente existia alto desemprego médico e alto custo do serviço médico (desemprego).

A revolução muda, efetuando a construção de hospitais e postos rurais. A Constituição confere direito a saúde como direito de todos e responsabilidade do Estado, serviços de saúde íntegros (curativos e preventivos), com ênfase preventiva e participação ativa da comunidade.

Estrutura Policlínicas que se ligam aos especialistas, aumenta o orçamento do serviço saúde, resolve 95% dos casos e cobre 97% da população, com cada equipe responsável por 700 pessoas, tendo educação continuada. O que confere ao modelo economia de planejamento centralizado.

O “Modelo Americano” é fundamentado no seguro particular, e, para os desprovidos, existe o seguro social governista. Até 1970 dividia-se em: Blue Cross e Blue Shield. A assistência após a segunda guerra é seguritária (reembolsa gastos médicos e hospitalares).

Na década de 60, o serviço é instituído em: Medicar (destinado a aposentado) e Medicare(destinado aos sem recursos). A partir de 90, passa a existir: HMO (hospitalar) e PPO (planos de seguros), tal sistema se mostra caro e insatisfatório.

Então, no governo Clinton em 1993 é aprovada a lei que propõe a triagem efetuada pelo médico generalista. E, de tal modo, cresce modelo de assistência à família.

O “Modelo Brasileiro” tem longa história. Que com a Constituição de 1988 permite o SUS que posteriormente é complementado com o PACs unido ao PSF. Há existência dos modelos: regional, singular e incipiente.

A partir de 1996 começa a criação das NOB, objetivando descentralização, e em 1998 o modelo regional apresenta os melhores resultados. O grande problema avaliado até então consiste na falta de recursos humanos ideais.

Para driblar o problema em 1998 aprova-se o PAB (Piso de Atenção Básica) financiamento garantido que além de oferecer melhores salários para os profissionais ainda possibilita melhor distribuição farmacêutica de acordo com a região.

O Noas-SUS 01/01 busca equidade nos recursos e acesso ao serviço. Mas, fornecendo recursos que permitam o regionalismo. O que é auxiliado em 1997 por intermédio do Banco Mundial com o “Reforsus”.

Desde então o modelo visa se estruturar e investe em medidas como a formação de profissionais, traçando avaliação da equipe, com gráficos que mostram a ampliação do PSF e avalia aspectos como a regionalização.

A composição e funcionamento das áreas são previamente estabelecidos. E o vinculo de trabalho se mostrou precário devido ao fato de ser temporário e informal. Assim, tentou-se estabelecer vinculo fixo através de contratos de estatutário.

Como constatações do artigo em relação a situação do Brasil, cita-se: áreas de melhor acesso possuem menor cobertura de atenção primária; avaliação das doenças endêmicas; planos diretivos contra possíveis epidemias; investimento em saúde da mulher (demanda); investimento em saúde da criança (acompanhamento); ações de vigilância epidemiológica; atenção domiciliar.

O Siab (Sistema de Informação da Atenção Básica) permite que o município forneça dado ao Ministério, o que auxilia ações educativas dirigidas (pacientes).

Desde 1997 a capacitação profissional realiza treinamentos, não efetuando apenas o da AIDPI. No que se referem a exames, algumas equipes possuem os básicos.

Em relação às especialidades são de difícil acesso e tendem a ficar restritas a pronto-socorro e pronto atendimento. Existe um grande problema de infra-estrutura e deslocamento, pois, os materiais e insumos são inexistentes ou insuficientes. O equipamento é escasso (cirúrgico, oftalmoscópio, de informática...).

O financiamento deveria proporcionar: PAB fixo; Incentivo farmacêutico, epidemiológico e de controle de doenças. Assim como os incentivos estaduais devem estimular o município para as diretrizes federais. O artigo termina tratando do financiamento e especificidades regionais aplicadas.

A partir da leitura pode-se concluir que enquanto os países consolidam o Brasil reforma ampliando a cobertura. Com serviço de vigilância epidemiológica eficaz apenas no que tange a óbitos e doenças de notificação compulsória. São pontos críticos do sistema: vínculos precário, falta de serviço de referência (exceto socorro), mesmo apesar de os recursos terem sido triplicados de 1996 a 2000.