segunda-feira, 7 de março de 2011

Xadrez, o mundo e curiosidades

“Estudando algumas partidas de um mestre,
podemos sensatamente descrever como ele é.”
Emanuel Lasker

O primeiro torneio moderno de enxadrismo aconteceu em Londres em 1981, tendo como campeão o alemão Adolf Annderssen que possuia estilo enérgico e brilhante: suas partidas repletas de sacrifícios (A Imortal) que conferiam vantagens e vitórias.

Outro enxadrista digno de nota é o prodígio cubano José Raul Capablanaca campeão mundial de 1921 e 1927, que colocou fim no reinado germanico do mundo do xadrez. Capablanca amava posições simples e os finais de jogo; permaneceu imbatível nos torneios por oito anos. É considerado nos dias atuais como o maior talento natural da história do enxadrismo e o maior enxadrista hispânico de todos os tempos.

Após a morte de Alekhine (sucessor de Capablanca), iniciou uma era de hegemonia soviética no mundo do xadrez.

Até a dissolução da URSS, houve somente um campeão do mundo não-soviético, o norte-americano Fischer.

Uma obra brasileira de grande significancia foi desenvolvida pelo médico Orfeu D’Agostini, intitulada “Xadrez Básico”, que se tornou um best-seller.

Henrique Mecking é considerado o mais importante enxadrista brasileiro, tendo alcançado o seu auge em 1977, quando foi considerado o terceiro melhor jogador do mundo. Foi vítima de miastenia sendo obrigado a abandonar as competições em 1978.

Em 1984 Alfred Binet conduziu um dos primeiros estudos psicológicos sobre o enxadrismo, sob a hipótese inicial de que a habilidade de jogar bem estava relacionada com as qualidades fenomenológicas da memória visual.

Foi observado que somente os mestres eram capazes de jogar sem verem a disposição das peças no tabuleiro por uma segunda vez.

Concluiu-se que experiência, imaginação e memória eram elementos essenciais no processo cognitivo das mentes dos grandes mestres.

Segundo Binet: “O jogo com olhos vendados contém tudo: poder de concentração, nível de instrução, memória visual, para não mencionar também o talento estratégico, a paciência, a coragem, e muitas outras faculdades. Se fosse possível ver o que se passa na cabeça de um enxadrista, iríamos descobrir um irrequieto mundo de sensações, imagens, movimentos, paixões e um panorama sempre mutante de estados de consciência. As nossas mais precisas descrições, comparadas às deles, não passam de esquemas grosseiramente simplificados.”

É a capacidade de reconhecer padrões que são então memorizados o que distingue os jogadores qualificados dos novos.

O xadrez também se mostra muito interessante do ponto de vista matemático.

Estima-se que o número de posições legais de peças sobre o tabuleiro de xadrez está situado entre as potências de 1043 e 1050 com uma árvore de complexidade de aproximadamente 10123.

A árvore de complexidade do xadrez foi determinada pela primeira vez pelo matemático norte-americano Claude Shannon e conhecida como ‘Número de Shannon’.

É possível se ter uma idéia aproximada do escopo deste número sabendo-se que em comparação com o número de átomos do universo que é estimado em 1079, ou seja, o número de lances possíveis excede em muito o número de átomos presentes no universo conhecido.

Outros cálculos indicam que há 170 setilhões (1,7 × 1025) de maneiras de se fazer os dez primeiros movimentos numa partida de xadrez.

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